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Diretora de cultura fala sobre polêmica que envolve seu nome

Sobre a polêmica criada em torno da pintura do artista plástico Paulo Roberto Paulinho no letreiro da entrada da cidade que teria sido apagada, a...

31 Mar 2018 às 12:10
Nortão 24 Horas

Sobre a polêmica criada em torno da pintura do artista plástico Paulo Roberto Paulinho no letreiro da entrada da cidade que teria sido apagada, a assessoria de imprensa da prefeitura ouviu a diretora de cultura Flávia Bulhões que, dentro da polêmica, passou a ser pivô da situação, tendo, inclusive, sido atacada veementemente por um órgão de comunicação, com palavras que, segundo Flávia, “São ofensivas e de uma atitude horrenda”. Mas, afinal, foi ou não foi a mando da diretora que a pintura foi apagada? Flávia responde.


“O que tenho a dizer é que eu não fui a 'mandante', a ideia não partiu de mim, a única coisa que vou falar é isso. Em relação às acusações isso é muito sério porque quando você acusa, ofende, humilha uma pessoa, publicamente, você tem que ter muita certeza do que está falando, tem que ter provas e a coisa ficou tão séria, tão absurda que a melhor opção que encontrei, por saber que não tenho culpa, foi me calar, procurei a justiça e vou me defender na justiça”, pontuou a diretora que disse ter a consciência limpa e desde seu primeiro dia à frente daquele departamento procura trabalhar em prol da cultura, em prol dos artistas, “em prol da nossa área, tenho trabalhado para resgatar a nossa história, os nossos eventos, resgatar tudo que a nossa cultura tinha perdido e até fazer coisas que nunca tinha sido feita antes”.


Quanto a uma citação de que o prefeito a teria procurado para cobrá-la, Flávia argumenta ter sido uma visita para deliberar demandas em prol do município, muito frutífera, que, “inclusive, aproveitei para fazer alguns pedidos em prol de nossa cultura, que já faz um bom tempo que estou com a documentação pronta e foi a melhor oportunidade que tive de conversar com o prefeito e consegui, entre algumas pautas, a revitalização de nossa biblioteca e outras coisas que com o tempo vocês saberão”.


Das chamadas ofensas e palavras pesadas, a diretora diz nãomerecerem respostas, por ter certeza de ser a cultura uma das pastas que está trazendo resultados positivos para Alta Floresta, levando o nome da cidade para o estado inteiro, e até para o Brasil, como há muito não se via. “Moro aqui a minha vida inteira e sempre sonhei com a oportunidade de fazer alguma coisa boa por Alta Floresta e agora estou tendo essa oportunidade. Não vou me apegar a picuinhas. Só procurei a justiça porque eu acho que as pessoas tem que pagar por seus atos. Eu estou preparada, mas meus filhos não tem que sofrer por mentiras e abusos de gente irresponsável".


Na questão foi ou não foi você quem ordenou que apagassem a pintura, Flavia limitou a uma certeza que carrega consigo: a de que o verdadeiro responsável vai se manifestar.


Quanto a sua participação nessa polêmica toda, Flávia se isenta, diz que cumpre ordens, mas que suas posições são externadas e quase sempre ouvidas, que o artista da questão tem todo um espaço dentro de sua secretaria, todos os dias está lá. Nunca a procurou para perguntar sobre o fato. Seu nome surge sempre porque a cultura está trabalhando bastante e por isso está sempre envolvida em várias ações. Mas que, “cada linha do que foi escrito deixo na mão da justiça porque eu tenho muita fé de que a justiça não falha, principalmente quando tudo é mentira e eu tenho como provar que tudo que me acusaram é mentira, uma atrocidade “veróz” contra a minha pessoa, cada palavra(ofensa) e acusação é de um ódio mortal, desnecessário, por eu estar trabalhando em prol do nosso município”.


Em relação à nota sobre a miss, de que Flavia a teria escondidoda imprensa na sua recepção? “Recebemos a todos que chegaram até a cultura, foi divulgado, aberto à toda imprensa, convidamos até a população para participar de uma carreata que não foi possível devido à chuva”. E que “nunca fui procurada (em relação à situação da pintura) como o jornal está afirmando, de nenhuma maneira tentaram me ouvir, nem minha equipe, a não ser agora por você, Carlinhos”.Flavia acrescentou ainda que, na matéria, o adjetivo “burra” de que foi chamada, é facilmente desmascarado pela insensatez. “Tenho duas faculdades, quase três, já lecionei língua portuguesa e faço questão em não errar, em escrever bem – depois riu – eu nem estava aqui quando escreveram aquele ‘abençõe’, estava em Sinop, acompanhando a Miss. É uma questão pessoal, carregada de muita maldade”.


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