Geral
Afogamentos caem em MT no 1º semestre
A redução, embora animadora, não diminui a necessidade de atenção constante
Entre janeiro e junho de 2025, Mato Grosso registrou 49 mortes por afogamento, queda de 23% em comparação aos 64 casos registrados no primeiro semestre de 2024. A redução, embora animadora, não diminui a necessidade de atenção constante, sobretudo nos períodos de férias escolares e calor intenso, que atraem turistas e famílias para rios, barragens e cachoeiras da região.
O Corpo de Bombeiros investiu em ações preventivas, com patrulhamento reforçado e campanhas educativas em pontos de banho populares. Além disso, há ênfase no uso de coletes salva-vidas, em especial em embarcações ribeirinhas, e em retirar crianças e pessoas com pouca familiaridade com água dessas áreas sem vigilância adequada.
A maioria dos casos envolveu homens entre 18 e 40 anos, muitos sem habilidades básicas de natação. Técnicas como sinalização de áreas perigosas e reserva de guarda-vidas em locais estratégicos fazem parte das novas estratégias para prevenir tragédias. O Corpo de Bombeiros alerta que, apesar da queda no número de vítimas fatais, os acidentes com sequelas – como quadros neurológicos e permanentes – ainda são preocupantes.
Especialistas em segurança aquática enfatizam que a redução de vítimas é resultado das campanhas de educação contínua, mas classificam a região como de risco alto de afogamento, especialmente na região do Norte e do Nortão, onde as barragens são frequentadas sem infraestrutura mínima. A recomendação permanece clara: nunca mergulhe sozinho e evite o álcool antes de entrar na água.

