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Fiação baixa e rompida em postes coloca população em risco em Alta Floresta

O que deveria ser exceção já se tornou parte do cotidiano da população de Alta Floresta. Ao caminhar ou trafegar pelas ruas da cidade, a atenção precisa ser redobrada. Além de um trânsito...

Fiação baixa e rompida em postes coloca população em risco em Alta Floresta
Clique notícias - TV Nativa

O que deveria ser exceção já se tornou parte do cotidiano da população de Alta Floresta. Ao caminhar ou trafegar pelas ruas da cidade, a atenção precisa ser redobrada. Além de um trânsito considerado violento, com índices elevados de acidentes, outro fator tem mantido moradores em constante estado de alerta: fios rompidos, soltos ou instalados em altura muito abaixo do padrão de segurança. Trata-se de um problema antigo, que se arrasta há anos, persistindo diante da falta de fiscalização do poder público municipal e da omissão das empresas e concessionárias responsáveis pelos serviços de energia elétrica, internet e telefonia.

Em diversos pontos do município, tanto na região central quanto em bairros periféricos, cabos de telefonia, internet, fibra óptica e até de energia elétrica podem ser vistos pendentes, atravessando vias ou próximos ao nível da cabeça de pedestres e motociclistas. A situação gera medo e insegurança, já que, muitas vezes, não é possível identificar se os fios são energizados ou não, nem mesmo se pertencem à rede elétrica ou a serviços de telecomunicação.

Imagens registradas pela reportagem mostram a situação em vias movimentadas, como a Avenida D, no centro da cidade, e também em regiões periféricas, evidenciando que o problema é generalizado e se repete de ponta a ponta de Alta Floresta.

Acidentes já registrados e risco constante

A fiação irregular já resultou em acidentes e não se trata de um caso isolado. Um dos registros ocorreu na Avenida Ariosto da Riva, quando uma mulher precisou ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros após colidir com uma fiação baixa enquanto pilotava uma motocicleta Honda Biz.

Segundo relato da vítima à imprensa local, ela trafegava pela avenida quando não percebeu os fios pendentes e só se deu conta do perigo ao sentir a fiação atingir o pescoço. A motociclista sofreu ferimentos, tentou se desvencilhar sozinha, mas não conseguiu. O Corpo de Bombeiros foi acionado, prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima ao Hospital Regional de Alta Floresta. (Imagem: TV Nativa)

Veículos pesados e queda de postes

Além dos riscos enfrentados por pedestres e motociclistas, é corriqueiro o registro de ocorrências envolvendo caminhões e até maquinários pesados, que acabam arrebentando fios instalados em altura inadequada. Em muitos desses casos, os cabos baixos são puxados pelos veículos, provocando a queda de postes, interrupção no fornecimento de energia e serviços de comunicação, além de acidentes de grandes proporções.

As ocorrências reforçam que o problema não está apenas relacionado ao tráfego de veículos altos, mas à instalação irregular e à ausência de manutenção da fiação aérea, que permanece fora dos padrões técnicos de segurança. (Imagem: TV Nativa)

Óbito expõe gravidade do problema

A gravidade da situação ficou ainda mais evidente em um caso fatal registrado no perímetro urbano de Alta Floresta. O motorista Silvado da Silva Deodato, de 28 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto organizava uma carga de gado na gaiola de seu caminhão.

O veículo estava estacionado às margens da rodovia MT-208, próximo a um posto de combustíveis, quando o motorista recebeu o choque elétrico. O caso reforça os riscos associados à fiação elétrica em áreas urbanas e em rodovias que cortam a cidade, especialmente quando há falhas na instalação ou manutenção dessas redes.

Riscos invisíveis no dia a dia

Para quem circula diariamente pelas ruas de Alta Floresta, o perigo é constante e imprevisível. Cabos baixos ou rompidos representam risco de descarga elétrica, quedas, enroscos no corpo, estrangulamento e outros acidentes com potencial fatal, principalmente para motociclistas.

Moradores relatam que situações desse tipo são vistas com frequência e que, mesmo após denúncias, os fios permanecem no local por dias ou até semanas, sem que providências efetivas sejam adotadas.

De quem é a responsabilidade?

A responsabilidade pela organização e manutenção da fiação envolve diferentes agentes:

·         Concessionária de energia elétrica, responsável pelos postes e pela gestão do compartilhamento da estrutura;

·         Empresas de telefonia, internet, fibra óptica e TV a cabo, responsáveis diretas pelos cabos de telecomunicação e pela retirada de fios rompidos ou em desuso;

·         Poder público municipal, que tem o dever de fiscalizar situações que coloquem a segurança da população em risco e cobrar providências das empresas responsáveis.

Normas técnicas nacionais estabelecem altura mínima de segurança para fiações aéreas, justamente para evitar contato com pessoas, veículos e cargas. O descumprimento dessas regras transforma a fiação irregular em um perigo iminente.

Projeto de lei tenta ordenar fiação aérea

Em Alta Floresta, tramita na Câmara Municipal Projeto de Lei nº 052/2025, de autoria do vereador Chicão Motocross (Republicanos), que prevê a organização, identificação e retirada de cabos soltos ou em desuso nos postes, além da aplicação de multas às empresas responsáveis. A proposta busca enfrentar um problema antigo e recorrente no município.

Poder público não se manifestou

A reportagem do Clique Notícias entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Alta Floresta e com o secretário municipal de Cidades para obter esclarecimentos sobre as medidas adotadas em relação à fiação irregular no município. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.


Redação
30 de janeiro de 2026
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