Política
Contrato milionário de energia solar gera polêmica em Alta Floresta
O vereador Luciano Silva (PL) aponta falta de transparência no processo.
Um contrato de R$10 milhões para implantação de energia solar em Alta Floresta, MT está sob intensa fiscalização da Câmara Municipal. Vereadores questionam pagamentos adiantados, cronograma da obra e falta de transparência nos detalhes do projeto.
Numa entrevista realizada nesta sexta-feira (15), exclusiva ao Clique Notícias, o vereador Luciano Silva (PL) revela os pontos mais críticos e explica por que cobra rigor na fiscalização do contrato.
O representante comenta sobre o projeto de energia solar em Alta Floresta e reforça a importância da fiscalização e do acompanhamento técnico durante todas as etapas da implantação do sistema no município. Segundo ele, a proposta é importante para a cidade, principalmente por representar modernização e economia a longo prazo, mas precisa ser acompanhada com responsabilidade.
Durante a conversa, Luciano afirma que a Câmara Municipal tem buscado esclarecimentos sobre o contrato, principalmente em relação à execução do projeto e à aplicação dos recursos públicos. Para o parlamentar, o investimento precisa trazer retorno real para a população e ser conduzido com total transparência.
“Realmente era necessária a implantação dessa usina”, destaca o vereador.
Vereador critica...
Ao comentar sobre os debates envolvendo a contratação, explica que um dos pontos discutidos foi a adesão a uma ata de outro município. Segundo ele, a situação gera questionamentos dentro da Câmara e levanta preocupações sobre oportunidades que poderiam beneficiar empresas locais e movimentar a economia da região.
“Ata de outro município tirou de Alta Floresta oportunidades locais. Isso geraria impostos e empregos aqui”, afirma.
Outro ponto abordado foi a necessidade de garantir proteção ao município caso ocorram problemas futuros na execução do contrato. Luciano revela que trabalha em um projeto de lei voltado à criação de garantias para obras e compras públicas, buscando evitar prejuízos aos cofres públicos.
“Se a empresa não conseguir entregar o que foi prometido, o município precisa ser ressarcido”, explicou.
Sobre a execução do projeto, o parlamentar municipal afirma que podem ter ocorrido falhas relacionadas ao planejamento técnico necessário para implantação do sistema. Segundo ele, a situação precisa ser analisada para que todas as informações sejam esclarecidas.
“O problema é que a prefeitura e a empresa não se atentaram aos detalhes da implantação”, comentou.
Pontos preocupantes...
O vereador ressalta que denúncias e apontamentos já foram encaminhados aos órgãos competentes para acompanhamento do caso. A principal preocupação neste momento é garantir que o município não tenha prejuízos financeiros.
“A principal preocupação é o município tomar um prejuízo de quase R$ 10 milhões”, pontuou.
O outro lado...
Apesar de toda a repercussão, a prefeitura de Alta Floresta ainda não comentou o assunto.

