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Angeliquinha, líder do Comando Vermelho condenada a mais de 250 anos, entra na lista dos criminosos mais procurados do Brasil

Nova plataforma do Ministério da Justiça reúne foragidos considerados de alta periculosidade e busca ampliar a colaboração da população por meio de denúncias anônimas

Angeliquinha, líder do Comando Vermelho condenada a mais de 250 anos, entra na lista dos criminosos mais procurados do Brasil
  1. Mato Grosso aparece com destaque na lista dos criminosos mais procurados do país divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Entre os oito nomes vinculados ao estado que passaram a integrar a chamada “lista vermelha” nacional está Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região norte mato-grossense.

    A relação faz parte do Projeto Captura, ferramenta lançada pelo governo federal para concentrar informações sobre foragidos considerados de alta periculosidade e ampliar a integração entre as forças de segurança dos estados e da União. A plataforma é pública e permite que qualquer cidadão consulte dados dos procurados e encaminhe denúncias de forma anônima.

    Entre os nomes incluídos, Angeliquinha é considerada uma das prioridades das forças policiais. Aos 34 anos, ela acumula condenações que somam mais de 250 anos de prisão por crimes graves e estava custodiada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ela fugiu da unidade prisional em agosto de 2025 e, desde então, permanece foragida.

    Conhecida também pelos apelidos “Baronesa”, “Bibi” e “Virginia”, Angélica é apontada em investigações como integrante da estrutura de comando da facção criminosa em Mato Grosso, tendo atuação relacionada à articulação de atividades ilícitas e ao fortalecimento da organização em diferentes municípios da região.

    Além dela, outros sete foragidos ligados ao estado foram incluídos na plataforma nacional. A lista reúne investigados e condenados por diversos crimes, considerados estratégicos para as ações de enfrentamento ao crime organizado e à violência interestadual.

    Integram a relação:

      1. Carolina Gomes de Brito, conhecida como “DBX”, “Katleia”, “Debochada” e “Isabelle”;
      1. Gilmar Reis da Silva, o “Vovozona”;
      2. Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman” e “Corona”;
      3. Leonardo Dias de Araújo, chamado de “Gibi”;
      4. Marítssa Ingridy da Silva Rodrigues, conhecida pelos apelidos “Jheny”, “Maribomba” e “Rapunzel”;
      5. Pedro César de Jesus, o “Azulão”;
      6. Eudes Barboza da Silva Neto, conhecido como “Neto”.

    Segundo o Ministério da Justiça, cada estado brasileiro pode indicar nomes considerados prioritários para compor o banco nacional de procurados. A seleção leva em conta fatores como grau de periculosidade, envolvimento com organizações criminosas e relevância da captura para a redução dos índices de criminalidade.

    A expectativa é que a divulgação nacional aumente a visibilidade dos casos e contribua para acelerar a localização dos foragidos. A plataforma disponibiliza fotografias, características físicas, apelidos conhecidos e informações complementares que podem auxiliar no reconhecimento dos procurados.

    As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa pelos canais disponíveis no próprio sistema. O Ministério da Justiça reforça que a identidade do denunciante é preservada e que todas as informações recebidas são encaminhadas aos órgãos responsáveis pelas investigações e operações de captura.

    Com a criação do Projeto Captura, o governo federal busca centralizar informações que antes estavam dispersas entre diferentes estados, fortalecendo o intercâmbio de dados e ampliando as possibilidades de atuação conjunta contra facções criminosas e outros grupos envolvidos em crimes de grande impacto social.


Redação
21 de maio de 2026
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