Polícia
Apagão, superlotação e tensão: Cadeia de Alta Floresta registra princípio de rebelião
A Cadeia Pública de Alta Floresta voltou a enfrentar momentos de tensão na noite de quinta-feira (27), quando a falta de energia elétrica que atingiu o município também afetou a unidade...
A Cadeia Pública de Alta Floresta voltou a enfrentar momentos de tensão na noite de quinta-feira (27), quando a falta de energia elétrica que atingiu o município também afetou a unidade prisional. Segundo informações obtidas pela reportagem, a situação evoluiu para um princípio de rebelião em uma das alas e exigiu a adoção de medidas de segurança.
A unidade, que possui capacidade para menos de 200 detentos e está parcialmente interditada, estaria atualmente com cerca de 250 presos. O número ainda representa uma situação de superlotação, mesmo após uma transferência de aproximadamente 50 reeducandos realizada meses atrás, após cobranças do Ministério Público.
De acordo com informações de pessoas que atuam na unidade, a chegada de novos detentos voltou a elevar a ocupação e agravou as dificuldades enfrentadas no presídio.
O episódio de quinta-feira ocorreu durante o apagão que atingiu diferentes regiões de Alta Floresta. A interrupção no fornecimento de energia teria provocado agitação entre presos de uma das alas.
O promotor de Justiça Paulo José confirmou à reportagem que houve um princípio de rebelião, mas afirmou que a situação foi controlada.
“De fato houve um início de rebelião essa noite. Mas pelo que nos passaram, a situação foi controlada. A revolta se deu por falta de energia. Algumas celas recém reformadas foram danificadas”, informou o promotor por meio de aplicativo de mensagens.
Além dos problemas relacionados à superlotação, a reportagem recebeu relatos sobre a presença de um detento apontado como responsável por episódios de conflito dentro da unidade. Segundo uma fonte ligada à Polícia Penal, o homem está preso desde o ano passado, após ser detido em flagrante por um homicídio ocorrido na Praça Cívica de Alta Floresta.
Ainda segundo a fonte, o comportamento do detento teria provocado conflitos com outros internos. Na noite do apagão, presos de uma das alas teriam tentado acessar o corredor onde ele estava.
Diante do risco de agravamento da situação e da falta de iluminação, agentes penais teriam solicitado apoio das forças de segurança. Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas para auxiliar no controle da ocorrência.
Apesar do princípio de rebelião, não há, até o momento, informações sobre feridos. A dimensão dos danos provocados nas celas também deverá ser apurada pelas autoridades responsáveis pela unidade.
