Polícia
Homem morto em confronto com a PM em Nova Monte Verde é identificado; suspeito tinha extensa ficha criminal
Francisco Maia da Silva, conhecido como “Maranhão”, morreu após atacar policiais durante atendimento a uma ocorrência. Segundo a PM, ação evitou um possível duplo ou até triplo...
Francisco Maia da Silva, de 42 anos, conhecido pelo apelido de “Maranhão”, foi identificado como o homem que morreu durante uma intervenção da Polícia Militar na madrugada de domingo (20), em Nova Monte Verde.
A ocorrência teve início após um caso de extrema violência doméstica. Conforme o boletim da Polícia Militar, o suspeito passou o dia ingerindo bebida alcoólica e, após discutir com a companheira, utilizou uma enxada para golpeá-la na cabeça. Uma vizinha, de 53 anos, que tentou socorrer a vítima também foi atingida.
Quando a equipe policial chegou ao local, encontrou as duas mulheres inconscientes, com graves ferimentos na cabeça e intensa perda de sangue. Elas foram socorridas à Unidade Mista de Saúde de Nova Monte Verde e, posteriormente, transferidas ao Hospital Regional de Alta Floresta. Uma permanece em estado grave, enquanto a outra apresenta quadro estável.
Durante as diligências, os policiais descobriram que Francisco possuía um longo histórico de violência doméstica. Segundo o subtenente Eber, comandante da ocorrência, o agressor acumulava nove registros policiais desde 2015, sendo esta a décima ocorrência.
“Vulgo Maranhão, o Francisco Maia da Silva, de 42 anos, já tinha nove ocorrências. Fora essa, que foi a décima. Desde 2015 ele já tinha um histórico violento.”
Após prestar socorro às vítimas, a equipe retornou à residência para acompanhar a filha de uma delas, de 19 anos, que precisava buscar documentos pessoais antes da transferência hospitalar. Foi nesse momento que o suspeito, escondido dentro da casa, tentou atacar a jovem.
Ao entrar no imóvel, a guarnição foi surpreendida por Francisco, que avançou contra os policiais empunhando uma faca. Diante da iminente e injusta agressão, os militares efetuaram disparos para conter o ataque. O suspeito chegou a ser socorrido, mas morreu na unidade de saúde.
Para o subtenente Eber, a intervenção evitou uma tragédia ainda maior.
“Com certeza. Graças a Deus foi evitado um mal maior. Um duplo feminicídio, talvez até um triplo, diante do que aconteceu no retorno à residência.”
Patrulha Maria da Penha e denúncias podem salvar vidas
O caso reforça a importância das denúncias de violência doméstica e do trabalho preventivo realizado pela Patrulha Maria da Penha, que acompanha mulheres com medidas protetivas e atua para evitar que agressões evoluam para crimes mais graves.
Segundo o subtenente Eber, o histórico do suspeito demonstra como a violência doméstica costuma ser recorrente e tende a se agravar quando não é interrompida.
“Era um homem com um histórico de violência, sempre envolvido em ocorrências de agressão contra a companheira.”
A Polícia Militar orienta que vítimas, familiares, vizinhos e qualquer pessoa que presencie situações de violência doméstica denunciem imediatamente. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190, em casos de emergência, ou pelo 180, Central de Atendimento à Mulher. A rapidez na comunicação pode ser determinante para preservar vidas e impedir que episódios de agressão terminem em feminicídio.
A Polícia Civil investiga o caso, enquanto a intervenção policial será apurada conforme determina a legislação vigente.

