Política
Alta Floresta registra cinco casos de malária e Saúde reforça alerta para áreas de risco
A Prefeitura de Alta Floresta, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou o alerta à população diante do aumento dos casos de malária registrados na região. Somente na última semana,...
A Prefeitura de Alta Floresta, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou o alerta à população diante do aumento dos casos de malária registrados na região. Somente na última semana, cinco casos da doença foram identificados na região do Alto Tapajós, conforme dados da Vigilância Ambiental.
O alerta é direcionado principalmente às pessoas que vivem, trabalham ou frequentam áreas consideradas de risco, como regiões de garimpo, comunidades ribeirinhas, estruturas flutuantes, áreas de mata e locais próximos aos rios.
A recomendação das autoridades de saúde é que a população fique atenta aos sinais da doença e procure atendimento médico o mais rápido possível diante do surgimento de sintomas, principalmente quando houver histórico de permanência em alguma dessas regiões.
Sintomas exigem atenção
A malária pode apresentar sintomas diferentes de acordo com cada pessoa. Entre os sinais mais comuns estão febre, que pode ocorrer de forma intermitente, calafrios, tremores, suor intenso, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, cansaço, mal-estar, náuseas e, em alguns casos, vômitos.
Em situações mais graves, o paciente pode apresentar prostração, convulsões, alteração da consciência, queda da pressão arterial ou choque, falta de ar ou hiperventilação e hemorragias.
Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que não se espere o agravamento dos sintomas para procurar atendimento.
Pessoas que estiveram ou permanecem em áreas de risco devem informar essa condição aos profissionais de saúde durante o atendimento. A informação é importante para auxiliar na investigação e no diagnóstico.
Onde procurar atendimento
Em Alta Floresta, a população que apresentar sintomas ou precisar de orientações pode procurar o Laboratório de Endemias, o Pronto Atendimento Municipal (PAM) ou uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O diagnóstico precoce e o início do tratamento no tempo adequado são considerados fundamentais para evitar complicações e reduzir os riscos relacionados à doença.
O tratamento da malária é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medicação utilizada depende de fatores como a espécie do parasita responsável pela infecção, idade e peso do paciente, condições de saúde, gravidez e gravidade do quadro.
Casos considerados graves devem receber atendimento hospitalar imediato.
Como ocorre a transmissão
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, conhecido em algumas regiões como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego ou bicuda.
Esses mosquitos são mais comuns ao entardecer e ao amanhecer, mas podem picar durante todo o período noturno.
A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Para ocorrer a transmissão, é necessária a participação do mosquito infectado.
Na região amazônica, os mosquitos transmissores encontram condições favoráveis para reprodução em coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, ambientes que podem ser encontrados com frequência em áreas próximas aos rios e em regiões de mata.
Prevenção
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população adote medidas para reduzir o contato com os mosquitos transmissores.
Entre as principais recomendações estão o uso de repelente, principalmente nos horários de maior atividade dos mosquitos, além de roupas de manga comprida e calças para diminuir a exposição da pele.
O uso de mosquiteiros durante os períodos de descanso também é recomendado. Em residências e estruturas flutuantes, a orientação é manter portas, janelas e demais aberturas protegidas com telas sempre que possível.
A atenção deve ser redobrada por pessoas que permanecem por períodos prolongados em regiões de garimpo, áreas de mata, comunidades ribeirinhas, flutuantes e locais próximos aos rios.
Além das medidas individuais, ações de prevenção coletiva podem contribuir para reduzir a transmissão, como borrifação residual intradomiciliar, utilização de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração, limpeza das margens de criadouros e intervenções de saneamento para drenagem ou aterro de locais que favoreçam a reprodução do mosquito.
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é direta: quem apresentar febre ou outros sintomas compatíveis com malária deve procurar imediatamente um serviço de saúde e informar se esteve ou permanece em uma área considerada de risco.
O diagnóstico precoce permite o início rápido do tratamento, reduzindo o risco de evolução para formas graves e contribuindo para interromper a cadeia de transmissão da doença.
