Alta Floresta Não Atropela
Realizado primeiro monitoramento do Programa Alta Floresta Não Atropela. Primeiro registro oficial é de um macaco prego
Foi realizado o primeiro monitoramento do Programa Alta Floresta Não Atropela. Sete pontes de dossel foram instaladas em pontos estratégicos. O monitoramento está sendo conduzido por Fernanda...
Foi realizado o primeiro monitoramento do Programa Alta
Floresta Não Atropela. Sete pontes de dossel foram instaladas em pontos
estratégicos. O monitoramento está sendo conduzido por Fernanda Abra,
idealizadora do Projeto Reconecta, que, além de ser responsável pelo
acompanhamento, atua de forma voluntária.
Foram instaladas câmeras traps nas pontes de dossel, onde, a
partir do movimento dos animais, ativam o registro fotográfico e de vídeos. As
informações coletadas por todas as câmeras estão em análise para identificar
qual foi o primeiro registro oficial.
A iniciativa iniciou em meados de outubro e teve como
inspiração a espécie de primata zogue-zogue-de-alta-floresta, recentemente
descoberta em nosso município, mas que já sofre ameaça de extinção.
“Teremos informações importantes aqui em Alta Floresta,
como, por exemplo, quais pontos estão sendo mais utilizados ou menos
utilizados, quais os horários e quais as espécies”, explica Fernanda Abra. O
primeiro registro oficial foi de um macaco-prego (Black-Capped Capuchin-ing),
na ponte 2, que está localizada na região do aeroporto, no dia 19 de outubro,
às 15h31.
Vale destacar que o Projeto Alta Floresta Não Atropela é
resultado da união de esforços de vários segmentos da sociedade. Além de
mitigar os impactos na fauna local, o projeto também visa aumentar a segurança
dos pedestres. “Vamos preservar a vida da nossa fauna e, ao mesmo tempo, tornar
as vias mais seguras ao evitar acidentes”, ressalta a secretária de Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Gercilene Meira Leite.
A proposta das pontes de dossel é permitir que os macacos
não precisem atravessar as vias terrestres. O objetivo é reduzir o número de
acidentes, especialmente envolvendo motociclistas, considerando que os primatas
passarão a utilizar as pontes.
Dentro do Projeto Alta Floresta Não Atropela, também estão
previstas passagens subterrâneas para animais silvestres, como antas,
capivaras, tatus, tamanduás, entre outros.
“É importante ressaltar que esse projeto só foi possível
graças às várias instituições parceiras que abraçaram essa proposta de
trabalho. Enquanto Poder Público, quero agradecer a Fernanda Abra por doar seu
trabalho e por acreditar em Alta Floresta”, pontua Gercilene.
O Programa Alta Floresta Não Atropela busca trazer uma nova
perspectiva para a sociedade, mostrando que é possível viver em harmonia com a
fauna ao preservar a vida silvestre e manter a dinâmica urbana segura.

