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Órfão após atropelamento, filhote de macaco-prego ganha nova chance na natureza

Um filhote de macaco-prego que perdeu a mãe em um atropelamento em área urbana de Alta Floresta ganhou uma nova chance de viver em liberdade. Resgatado ainda agarrado ao corpo da mãe, o animal foi...

Órfão após atropelamento, filhote de macaco-prego ganha nova chance na natureza
Crédito - Lilian Medeiros Sorriso-MT

Um filhote de macaco-prego que perdeu a mãe em um atropelamento em área urbana de Alta Floresta ganhou uma nova chance de viver em liberdade. Resgatado ainda agarrado ao corpo da mãe, o animal foi acolhido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) e, após 43 dias de cuidados intensivos, foi reinserido na natureza em uma área de soltura localizada em Sorriso.

Com idade estimada entre 15 e 20 dias no momento do resgate, o filhote não apresentava quadro clínico grave, mas exigia atenção constante. Ele passou por exames veterinários, recebeu alimentação específica por mamadeira e foi monitorado diariamente para garantir o desenvolvimento saudável.

Durante o período de recuperação, a equipe técnica promoveu a aproximação com outro filhote da mesma espécie, também órfão, resgatado no município de Colíder. A estratégia teve como objetivo estimular o comportamento social natural dos primatas, fundamental para a sobrevivência na vida livre.

Após a alta médica, os dois foram encaminhados juntos para a área de soltura, que conta com estrutura adequada para adaptação gradual. A reintegração foi acompanhada pela médica veterinária Lilian Medeiros, responsável pelo tratamento dos animais.

Em pouco mais de uma semana, os filhotes já demonstravam segurança e interação ativa com o ambiente. Eles foram aceitos por um grupo formado por outros macacos-pregos órfãos que vivem no local, passo essencial para o desenvolvimento social e para o aprendizado dos comportamentos típicos da espécie.

Segundo a veterinária, o momento simboliza mais do que a recuperação física. “Quando um filhote órfão é acolhido por um grupo, ele recupera o que foi interrompido cedo demais: o pertencimento. É no convívio que ele aprende a sobreviver”, destacou.

A Sema reforça que, ao encontrar animais silvestres em situação de risco, a população deve acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas à Ouvidoria da Sema pelos telefones (65) 3613-7398 e (65) 98153-0255 (WhatsApp), além do e-mail ouvidoria@sema.mt.gov.b.

O caso reforça a importância do resgate responsável e da atuação técnica especializada para garantir que animais vítimas de acidentes possam retornar ao habitat natural com segurança e dignidade.

Redação - com informações Assessoria
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