Polícia

Aumento de até 30% nos acidentes preocupa Segurança Pública em Alta Floresta

Subcomandante do 9º Comando Regional alerta para crescimento dos sinistros, aponta redução na fiscalização e afirma que PM poderá endurecer ações caso índices continuem subindo

Aumento de até 30% nos acidentes preocupa Segurança Pública em Alta Floresta
Reprodução

O número de sinistros de trânsito em Alta Floresta apresentou aumento entre 20% e 30% neste início de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. A informação foi confirmada pelo major Lucas Maciel, subcomandante do 9º Comando Regional da Polícia Militar.

Segundo o oficial, a corporação tem percebido mudanças no cenário do trânsito no município.

“De fato, nós temos percebido um aumento no fluxo do trânsito e esse aumento não está sendo acompanhado pela infraestrutura viária e também pelas ações fiscalizatórias. Ou seja, hoje a gente tem uma sinalização insuficiente e também nós temos uma fiscalização insuficiente.”

O major destacou que o grande número de acidentes é motivo de preocupação para os órgãos de segurança pública.

“É preocupante porque vidas estão sendo perdidas no trânsito e também o atendimento de sinistros de trânsito com vítima, ou seja, onde ocorre a lesão corporal, além dos danos materiais, isso compromete uma parcela significativa do tempo de atendimento policial militar nas ruas, ou seja, uma guarnição fica envolvida em um sinistro de trânsito, enquanto ela poderia estar atendendo outras ocorrências de naturezas que nós consideramos até mais importantes, como é o caso da violência doméstica.”

Registro de sinistro sem vítima

Durante a entrevista, o subcomandante também esclareceu como funciona atualmente o registro de sinistros de trânsito sem vítima.

“Há um tempo atrás, o registro de sinistro de trânsito sem vítima era atendido pela Polícia Militar, que comparecia até o local. Há um tempo atrás, a Polícia Militar realizava os registros de sinistro de trânsito sem vítima, indo até o local e colhendo o depoimento das partes envolvidas. Hoje, não mais.”

Ele explicou que o procedimento passou a ser realizado por meio de aplicativo administrado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso.

“Cada pessoa envolvida pode fazer o seu registro de sinistro de trânsito através de um aplicativo administrado pelo DETRAN. Ou seja, se você se envolveu em um sinistro de trânsito onde não ocorreu lesão corporal ou óbito, apenas danos materiais, você pode acessar o aplicativo, fazer um registro, uma foto, um vídeo do sinistro, das partes envolvidas e aí, dentro desse aplicativo, lançar as informações de data, hora, local, dinâmica do fato.”

Ele ainda ressaltou o prazo para emissão do documento.

“E aí, o DETRAN tem um prazo de 48 horas após o lançamento dessas informações no aplicativo para emitir a certidão de sinistro de trânsito sem vítima. Lembrando que, quando ocorre vítima em um sinistro, a Polícia Militar ainda deve ser acionada, assim como os demais órgãos, no caso da Fiscalização Municipal e também do Corpo de Bombeiros Militar.”

Ações educativas e fiscalização

Sobre as estratégias adotadas neste início de ano, o major explicou que houve mudança na abordagem.

“O ano de 2026 começou com mais ações educativas e menos ações fiscalizatórias. Ainda é cedo para dizer se a diminuição da fiscalização foi um contributivo para o aumento do número de sinistros de trânsito, que a gente percebeu um aumento entre 20% a 30% em relação ao mesmo período do ano passado, ou seja, a gente começou 2026 com mais sinistros, ao mesmo tempo que as ações fiscalizatórias diminuíram quase que pela metade no início de 2026.”

Ele afirmou que o foco principal segue sendo a educação no trânsito, mas não descartou mudanças caso os números continuem crescendo.

“O nosso foco é a educação de trânsito. Entretanto, se a gente perceber que essa linha ascendente no número de sinistros se mantiver, nós vamos ter que abrir mão das ações educativas e focar na fiscalização, porque quando ocorre fiscalização de trânsito, a gente percebe a diminuição desses índices.”

O subcomandante reconheceu que a fiscalização é uma medida reativa.

“Infelizmente, não é uma medida ideal, é uma medida reativa. A fiscalização de trânsito sempre reage a um problema, que é a conduta irresponsável dos condutores. Se houvesse a iniciativa por parte dos condutores em conscientização, educação, postura e respeito à legislação de trânsito, a fiscalização seria desnecessária.”

A Polícia Militar informou que segue monitorando os índices e avaliando as estratégias que serão adotadas nos próximos meses em Alta Floresta.

Redação
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