Polícia

Grávida, filha de “Angeliquinha” consegue prisão domiciliar após operação contra lavagem de R$ 20 milhões do tráfico em MT

Influenciadora digital foi presa em Alta Floresta durante a Operação Showdown, que investiga esquema ligado ao tráfico de drogas na região

Grávida, filha de “Angeliquinha” consegue prisão domiciliar após operação contra lavagem de R$ 20 milhões do tráfico em MT

A Justiça de Mato Grosso concedeu prisão domiciliar à influenciadora digital presa em Alta Floresta, durante a Operação Showdown, da Polícia Civil. Grávida, ela é filha de Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, apontada pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no estado e atualmente foragida da Justiça.

A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na sexta-feira (6) pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop.

Na decisão, o magistrado considerou que a investigada está gestante e é mãe de uma criança menor, fatores que motivaram a substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar.

Apesar da mudança na forma de cumprimento da prisão, a Justiça determinou uma série de medidas cautelares. Entre elas estão:

  • comparecimento a todos os atos do processo
  • manutenção de telefone e endereço atualizados
  • uso de monitoramento eletrônico (tornozeleira)
  • suspensão do passaporte

O namorado da influenciadora e o avô dela, que também foram presos durante a operação, passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões preventivas mantidas.

Mãe é apontada como liderança do Comando Vermelho

A mãe da investigada, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, é apontada pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Ela está foragida do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, desde agosto de 2025.

Segundo as investigações, mesmo quando estava presa, Angeliquinha continuava comandando atividades criminosas relacionadas ao tráfico de drogas na região.

De acordo com informações das autoridades, Angélica já possui condenações que somam mais de 250 anos de prisão, além de diversos outros processos que ainda aguardam julgamento na Justiça.

Operação Showdown

A Operação Showdown, conduzida pela Polícia Civil, investiga um esquema estruturado de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Alta Floresta e região.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão contra integrantes da mesma família.

O casal foi preso em Alta Floresta. Já Paulo Felizardo, pai de Angeliquinha, foi localizado em uma área de garimpo no distrito de Novo Astro, em Nova Bandeirantes.

Além das prisões, a Justiça também determinou:

  • sete mandados de busca e apreensão
  • sequestro de seis veículos
  • sequestro de quatro imóveis
  • bloqueio de sete contas bancárias
  • suspensão de três empresas

Esquema de lavagem de dinheiro

As investigações apontam que o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões em valores incompatíveis com a renda declarada.

Segundo a Polícia Civil, o dinheiro teria origem no tráfico de drogas comandado por Angeliquinha.

Para dar aparência de legalidade aos recursos, os investigados utilizavam empresas de fachada, principalmente nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas.

Outra estratégia apontada pelos investigadores foi o uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, nas quais os valores eram inseridos e posteriormente apresentados como ganhos legítimos.

Garimpo ilegal também era usado no esquema

As investigações também indicam que parte da estrutura criminosa envolvia garimpo ilegal na região de Alta Floresta.

Segundo a polícia, a atividade seria gerenciada por Paulo Felizardo, pai de Angeliquinha.

Ele também administraria um bar e prostíbulo próximo a Nova Bandeirantes, local que, conforme apontam as investigações, funcionaria como ponto de apoio para extorsões contra garimpeiros e para o tráfico de drogas.

O ouro extraído no garimpo seria utilizado como mecanismo para ocultar e reinserir os recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro.


Redação
09 de março de 2026
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