Política
Vereador Dida faz duras críticas à gestão municipal e cobra ações emergenciais para zona rural
Durante sessão desta sexta-feira (13), parlamentar afirmou que moradores estão ilhados por causa das chuvas, questionou prioridades da Prefeitura e pediu mais planejamento da administração.
O clima político na Câmara Municipal de Alta Floresta tem ficado mais tenso nas últimas sessões. O vereador Dida Pires (Cidadania) tem demonstrado insatisfação com a condução da gestão municipal e feito críticas contundentes às prioridades do Executivo.
E nesta sexta-feira (13) não foi diferente. O parlamentar utilizou a tribuna para fazer novas cobranças, principalmente sobre a situação da zona rural e questões relacionadas à mobilidade urbana no município.
Durante o pronunciamento, o vereador cobrou ações emergenciais da Prefeitura para enfrentar problemas enfrentados por moradores da zona rural, especialmente em razão das fortes chuvas registradas nos últimos dias.
O parlamentar relatou a situação da Gleba Jacamim, onde, segundo ele, as chuvas agravaram as condições das estradas e deixaram moradores praticamente isolados.
De acordo com Dida Pires, a falta de maquinário para atender os pontos críticos tem dificultado a resposta do poder público.
“A população está ilhada. Não tem uma pá carregadeira para atender a comunidade. Os quatro cantos do município estão com problemas por causa da chuva, mas a prefeitura não deu a verdadeira assistência para amenizar essa situação”, afirmou.
O vereador disse ainda que já encaminhou a situação à administração municipal e voltou a pedir ao prefeito a contratação emergencial de equipes e equipamentos para atender as regiões mais afetadas.
Críticas ao planejamento da gestão
Durante o discurso, o parlamentar também fez críticas ao que classificou como falta de planejamento da administração municipal, defendendo a revisão de prioridades no orçamento público.
Entre os exemplos citados, ele mencionou o investimento de aproximadamente R$ 7,5 milhões em um projeto de energia solar, afirmando que as placas ainda não estariam em funcionamento.
“Pagaram sete milhões e meio nas placas de energia solar e elas estão guardadas em depósito. Enquanto isso, falta estrutura para atender quem precisa nas estradas”, criticou.
Mobilidade urbana
Outro ponto levantado por Dida Pires foi o crescimento de Alta Floresta e os impactos no trânsito urbano.
Segundo ele, há mais de um ano vem cobrando a contratação de uma engenharia de tráfego para planejar melhorias na mobilidade da cidade, que tem registrado aumento no fluxo de veículos.
Para o vereador, o planejamento viário precisa acompanhar o desenvolvimento do município.
Debate sobre prioridades no orçamento
Durante o pronunciamento, o parlamentar também questionou a destinação de recursos públicos para eventos festivos, citando que no ano passado foram destinados cerca de R$ 2 milhões para a realização da Expoalta.
O vereador afirmou que não é contrário à realização do evento, mas defendeu que haja maior equilíbrio na destinação de recursos públicos.
“Não sou contra a festa, mas temos que limitar os valores, porque depois falta recurso para resolver problemas que a população enfrenta”, declarou.
Cobrança sobre projeto de asfalto
Durante a fala na tribuna, o parlamentar também cobrou mais agilidade da Prefeitura na elaboração de projetos necessários para viabilizar investimentos em infraestrutura.
Segundo ele, existe a promessa de recursos para um quilômetro de asfalto, viabilizados por parlamentares estaduais e federais, mas o município ainda não teria concluído os projetos técnicos necessários para execução da obra.
Para o vereador, a demora pode acabar prejudicando comunidades que aguardam a melhoria.
“O vereador busca o recurso, mas a prefeitura precisa ter um setor de projetos eficiente para encaminhar essas obras. Sem projeto, o recurso não sai do papel”, afirmou.
Polêmica sobre motos para agentes de saúde
Outro momento do discurso ocorreu quando o vereador comentou sobre a destinação de uma emenda parlamentar de R$ 250 mil, articulada para a compra de veículos destinados aos agentes comunitários de saúde que atuam na zona rural.
De acordo com Dida Pires, o recurso foi viabilizado para a aquisição de motocicletas, que seriam utilizadas pelos profissionais para atender comunidades mais distantes.
No entanto, segundo ele, existe a possibilidade de que a Secretaria de Saúde adquira bicicletas elétricas, decisão que foi criticada pelo parlamentar.
“Quem mora e trabalha na zona rural sabe das distâncias e das dificuldades. Bicicleta elétrica não atende essa realidade”, afirmou.
O vereador também alertou que a mudança na finalidade da compra pode gerar questionamentos, já que o recurso teria sido destinado especificamente para a aquisição de motocicletas.
Reconhecimento ao Conselho de Educação
Apesar das críticas à gestão municipal, o vereador também destacou o trabalho do Conselho Municipal de Educação, reconhecendo a atuação do órgão de controle social e fiscalização das políticas públicas educacionais no município.
Segundo ele, o conselho tem sido atuante ao apresentar indicações, sugestões e acompanhar ações relacionadas à área da educação em Alta Floresta.

