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“Angeliquinha”, condenada a mais de 260 anos, é presa na Bolívia após mais de um ano foragida
Angélica Saraiva de Sá foi localizada em Santa Cruz de La Sierra; foi localizada nesta terça-feira (22) em Santa Cruz de la Sierra
Uma das criminosas mais procuradas de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa na noite desta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
A captura foi realizada em uma ação conjunta do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e da Polinter, da Polícia Civil de Mato Grosso. A informação sobre a prisão foi confirmada após comunicação com as autoridades bolivianas.
Angélica estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, acompanhada de Jéssica Leal da Silva, conhecida como “Arlequina”.
Desde então, ela passou a integrar a lista de procurados pelas forças de segurança. O nome de Angélica também consta na lista nacional do Projeto Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, atualizada em setembro deste ano.
Tentava mudar a aparência
Um detalhe chamou a atenção durante a prisão.
De acordo com informações divulgadas sobre a captura, Angélica estava passando por procedimentos estéticos com o objetivo de alterar a aparência e dificultar sua identificação.
Nas imagens feitas após a prisão, ela aparece com curativos principalmente na região abaixo dos olhos e no queixo, compatíveis visualmente com a realização recente de procedimentos. A informação sobre o objetivo de mudar a aparência foi atribuída às autoridades que participaram da captura.
Condenada a quase 100 anos por quatro mortes
Angélica é apontada pelas autoridades como uma das lideranças do Comando Vermelho na região norte de Mato Grosso.
Em março de 2025, ela foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Nova Monte Verde pela participação nas mortes de quatro trabalhadores, assassinados em 2022.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, as vítimas foram mantidas em cárcere e torturadas após serem confundidas com integrantes de uma facção rival. A sentença reconheceu qualificadoras como motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Somadas a outras condenações, as penas atribuídas a Angélica chegam a aproximadamente 260 anos de prisão.
Mesmo foragida, investigação continuou
Mesmo após a fuga do presídio, Angélica continuou sendo apontada nas investigações como uma liderança criminosa atuante na região norte do estado.
Familiares dela foram alvos da Operação Showdown, que investigou um esquema envolvendo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar em Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
A prisão na Bolívia encerra uma busca que durava mais de um ano. Agora, deverão ser adotados os procedimentos legais e de cooperação internacional para definir a entrega de Angélica às autoridades brasileiras.
Angeliquinha estava na lista de procurados do Projeto Captura desde maio de 2026, quando foi incluída entre os criminosos procurados pelas autoridades brasileiras.
