Polícia
Golpista se passa por funcionário de banco e causa prejuízo de R$ 6 mil a moradora de Alta Floresta
Criminoso alegou que cartão havia sido clonado e orientou a vítima a fazer transferências via Pix, abrir contas digitais e acessar o aplicativo Meu INSS.
Uma mulher de 46 anos foi vítima de estelionato após receber uma ligação de um homem que se apresentou como funcionário do Nubank e afirmou que o cartão de crédito dela havia sido clonado. O golpe foi registrado pela Polícia Militar na sexta-feira (30).
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito se identificou como Rafael e informou que uma terceira pessoa estaria realizando compras com o cartão da vítima, com transações que já somariam aproximadamente R$ 700. Sob o argumento de que novas compras poderiam ocorrer, ele orientou a mulher a fazer uma transferência via Pix para supostamente bloquear o cartão. Acreditando na conversa, ela transferiu R$ 1.305 da conta de uma empresa indicada pelo golpista.
Na sequência, o homem perguntou se a vítima possuía conta no Banco do Brasil e orientou que ela transferisse todo o saldo disponível para a conta da Caixa. Depois, solicitou outro Pix, de R$ 150,73, para a mesma chave.
Golpista induziu vítima a abrir contas digitais
Conforme o relato, o suspeito também convenceu a mulher a criar contas nas instituições financeiras Neon e PicPay. Durante os procedimentos, ela foi orientada a realizar etapas para contratação de cartões de crédito e acabou efetuando outras transferências.
A vítima não soube informar os valores dessas movimentações nem se recordava das senhas das contas abertas.
Ainda segundo o boletim, o homem orientou a mulher a acessar novamente a conta do Banco do Brasil. Nesse momento, foram identificadas diversas transferências via Pix para a conta da Caixa Econômica Federal, utilizando o limite disponível do cartão de crédito, que totalizaram R$ 4.618.
Posteriormente, os valores recebidos na conta da Caixa também foram transferidos para a chave indicada pelo suspeito.
Suspeito também orientou acesso ao Meu INSS
Outro ponto que chamou a atenção dos policiais foi a orientação para que a vítima acessasse o aplicativo Meu INSS e entrasse na área destinada a empréstimos.
A mulher não soube esclarecer quais procedimentos foram realizados nessa etapa nem se houve contratação de algum empréstimo em seu nome. Dessa forma, não está descartada a possibilidade de outras movimentações financeiras ou prejuízos.
O boletim de ocorrência foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Alta Floresta, que deverá investigar o caso.
