Mato Grosso
Alta do ICMS encarece gasolina e gás de cozinha a partir de janeiro
Reajuste no imposto eleva custos do transporte e chega ao bolso do consumidor
O aumento do ICMS sobre combustíveis em Mato Grosso provocou elevação nos preços da gasolina e do gás de cozinha, com reflexos diretos no custo do frete e impacto em cadeia sobre os preços dos alimentos. A mudança no imposto estadual passou a pressionar despesas de transporte e logística, encarecendo a distribuição de mercadorias em todo o estado.
Com a gasolina mais cara, o custo operacional do transporte rodoviário sobe, afetando desde o deslocamento urbano até o escoamento da produção agropecuária. O efeito é ampliado pelo papel central do modal rodoviário na logística mato-grossense, o que faz com que qualquer variação no combustível seja rapidamente repassada ao frete.
O reajuste também atingiu o gás de cozinha, item essencial no orçamento das famílias, elevando gastos domésticos e pressionando a inflação de alimentos preparados. No comércio, o aumento do frete influencia os preços finais, especialmente de produtos que dependem de longas distâncias para chegar aos centros consumidores.
Representantes do setor produtivo apontam que o encarecimento dos combustíveis reduz a margem de empresas de transporte e distribuidoras, que acabam repassando parte do custo ao consumidor final. O cenário reforça a sensibilidade da economia local às alterações tributárias sobre energia e combustíveis, com efeitos que se espalham por toda a cadeia produtiva.
Com o novo patamar do ICMS, a expectativa do mercado é de manutenção da pressão sobre preços enquanto não houver alívio nos custos de transporte, mantendo o impacto direto no dia a dia da população mato-grossense.

