Alta Floresta
TSE rejeita recurso do MP e mantém mandatos de prefeito e vice
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou seguimento ao recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e manteve os mandatos do prefeito de Alta Floresta, Valdemar Gamba, e do...
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou seguimento ao recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e manteve os mandatos do prefeito de Alta Floresta, Valdemar Gamba, e do vice-prefeito Robson Quintino. Com a decisão, o processo que questionava supostas irregularidades nas eleições municipais de 2024 é encerrado na esfera da Justiça Eleitoral.
A decisão foi assinada pelo ministro Ricardo Villas Bôas
Cueva e confirmou o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso
(TRE-MT), que já havia considerado improcedente a ação. Segundo o TSE, a
conduta apontada no processo — a cessão de perfil em rede social entre pessoas
físicas — não é vedada pela legislação eleitoral, ocorreu antes do período
oficial de campanha, foi declarada à Justiça Eleitoral e não teve gravidade
suficiente para comprometer o equilíbrio da disputa.
Com isso, ficam afastadas as penalidades de cassação e de
inelegibilidade impostas em decisões anteriores, e o resultado das urnas é
mantido.
O caso, no entanto, percorreu um longo caminho até o
desfecho final. Em instância inicial, prefeito e vice chegaram a ter os
mandatos cassados por fraude e abuso dos meios de comunicação, decisão que foi
mantida em julgamentos posteriores e motivou sucessivos recursos. Ao longo de
mais de um ano, o processo gerou repercussão política, manifestações do
Ministério Público Eleitoral e debates sobre os limites do uso de redes sociais
em campanhas eleitorais.
Mesmo após a reversão da cassação no TRE-MT, o Ministério
Público insistiu na tese de irregularidades, levando o caso ao TSE. A Corte
Superior, porém, entendeu que não havia elementos jurídicos suficientes para
reformar a decisão regional.
Com o julgamento definitivo, o processo é encerrado do ponto
de vista legal. O debate público sobre o caso, marcado por decisões divergentes
ao longo da tramitação, permanece como parte do histórico das eleições
municipais de 2024 em Alta Floresta.

